Inscrição: Flash dedicado

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Flash dedicado

Oficina

- Flash: Por que, para que, quando.
- Rápida passagem pelo flash embutido (flash pop-up)
- Flash externo: como era; como é
- Flash dedicado - caraterísticas, modos: TTL, Manual, Auto, Multi.
- Modo remoto: Infravermelho, radio flash
- Entendendo o equilíbrio entre luz ambiente e luz do flash
- Fotografando com dois flashes remotos.

Serviço

Dia 23 Jul
Horário: 14:00 AS 17:00
Local: Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente
Endereço: Rua Frei Gaspar, 280 – Centro

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Palestrante

José Alberto Sarquis Fotógrafo

Além de profissão, o que a Fotografia é? Ou melhor, o que é para mim.

No primeiro portfólio de trabalhos autorais que eu fiz (analógico, claro), num dos textos dizia: Sou fotógrafo porque não pude ser maestro de sinfônica, diretor de cinema, escritor. Parece que tudo me chama e me diz respeito. Tudo me atinge e me interessa.

Duas coisas me atraem, fundamentalmente, na fotografia: uma delas é sua capacidade de expressar, de comunicar, de “contar”. Ou seja, sua possibilidade de se constituir como linguagem. E para tanto, existe a necessidade de que o artista tenha algo a nos dizer. Nesse ponto acredito que se alguma das minhas fotografias não comunicam, não contam, o problema não é da fotografia.

A segunda questão é a exigência do olhar. Pier Paolo Pasolini num pequeno livro, na comparação entre o escritor e o cineasta, (para nós, o fotógrafo), diz que o escritor tem a sua disposição as “palavras-signos” que ele vai usar, todas no dicionário, e até em ordem alfabética. Para o fotógrafo, a tarefa é dupla: primeiro tem que criar sua “imagem-signo”, pois não existe um dicionário de imagens ao qual apelar. E só depois disso, dar a ela (a essa imagem por ele criada) a significação que a transforme em linguagem expressiva.

Guimaraes Rosa, em algum momento e lugar disse: Quando parece que nada acontece, há um milagre que não estamos vendo.